A escalada da violência contra a mulher, espelhada em novos casos de feminicídio, motivou cobranças por ações mais efetivas de prevenção e combate aos crimes no estado. Na reunião plenária da Alepe, nesta terça, a deputada Dani Portela, do PSOL, teceu críticas ao Governo Raquel Lyra por, segundo ela, descumprir o compromisso assumido no plano de segurança estadual. A meta era a redução de 30% dos assassinatos contra as mulheres, mas a parlamentar apontou que, somente neste ano, 18 feminicídios foram registrados em Pernambuco.
Portela ainda revelou que a Lei Orçamentária de 2025 destinava cerca de 8 milhões de reais para a prevenção da violência contra a mulher, porém apenas 10% teriam sido executados. “O orçamento tá lá e ele não está sendo utilizado por quê? Por falta de gestão? Hoje nós assistimos o relatório financeiro do Estado e você não vê a mulher sendo prioridade quando não se tem orçamento para políticas públicas de prevenção. Não adianta, governadora, reconhecer o problema e não agir. A caneta está na sua mão, você tem o poder de decidir sobre a vida das mulheres.”
Em resposta, o deputado Antônio Moraes, do PP, afirmou que é preciso cobrar do próprio Legislativo a votação do orçamento de 2026, ainda não aprovado pela Casa. Antônio Moraes ainda destacou as entregas do Governo do Estado. Ele registrou a construção da primeira creche de Itamaracá, na Região Metropolitana, a requalificação das PE’s 001 e 035 e os investimentos em saúde, educação e segurança pública. Também citou iniciativas sociais, como a inauguração de uma cozinha comunitária em Vicência, na Mata Norte, e a entrega de moradias para famílias afetadas pelas enchentes no município.
“A região da Mata Norte, o estado de Pernambuco, tem uma governadora hoje que trabalha, e que entrega e melhora a qualidade de vida da população, do povo Pernambucano.”
Fabrizio Ferraz, do Solidariedade, também lamentou o aumento dos casos de feminicídio em Pernambuco e cobrou ações mais eficazes do poder público. Para ele, a violência dá sinais e os entes públicos precisam agir com rapidez e eficiência. O deputado ainda reforçou que é preciso garantir leis que funcionem na prática. “Por trás desses números existem histórias reais, como a de Isabel Cristina, de apenas 22 anos, estudante de Medicina e mãe de uma criança de apenas três anos. Mesmo após buscar ajuda e ter uma medida protetiva, mesmo assim, ela foi assassinada. Isso mostra que o sistema está falhando.”
Coronel Alberto Feitosa, do PL, comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar humanitária por um período de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão começa a valer a partir do momento em que o ex-presidente receber alta de um hospital em Brasília, onde segue internado para tratar uma broncopneumonia. “Tenho que comemorar pelo menos essa pequena vitória que vai dar a ele não a liberdade plena, mas o convívio do ambiente de seu lar. Bolsonaro, fique certo, é o primeiro passo e a justiça em favor de sua biografia vai ser feita não só pela própria justiça brasileira muito breve.”
João Paulo, do PT, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos impactos da guerra contra o Irã na geopolítica global e na economia brasileira. Segundo o parlamentar, o conflito já causa impactos no Brasil ao afetar cadeias de produção do petróleo e do agronegócio. “Trump contribui para a desestabilização global. Estamos diante de uma condução perigosa, marcada por decisões impulsivas, em que sequer se compreende claramente como determinados conflitos começaram e muito menos como poderão terminar.”
João Paulo Costa, do PCdoB, registrou participação em agenda, na última semana, para a entrega de um trator agrícola ao distrito de Barra do Chata, em Agrestina, no Agreste Central. Segundo ele, o equipamento vai ser importante para garantir o plantio para agricultores e fortalecer a economia local. Além disso, o deputado anunciou a articulação para garantir investimentos em rodovias da região. “Conseguimos articular a pavimentação da primeira etapa da estrada vicinal que liga Barra do Jardim a Terra Vermelha. Também garantimos a segunda etapa, que liga Maria Preta a Pé de Serra dos Mendes.”
Abimael Santos, do PL, denunciou possíveis falhas nos contratos de terceirizadas da Secretaria de Educação do Estado. Segundo o parlamentar, trabalhadores de uma das empresas contratadas estão sofrendo com salários congelados e atrasados há mais de dois meses. O deputado também cobrou providências da gestão sobre uma escola de Floresta, no Sertão de Itaparica, onde funciona a sede da gerência regional de Educação. Santos afirmou que as condições do prédio são precárias e que a estrutura está desabando. “Aí eu queria falar com o secretário Gilson. Gilson, tem alguma coisa errada, tem alguma coisa errada na sua Secretaria! Porque está vindo reclamação demais da secretaria de Educação do Estado. Governadora, venha cá e fique lá.”
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